O Grupo 3B’s da Universidade do Minho é um dos dez fundadores do projeto ‘Restore’, que ambiciona desenvolver na próxima década terapias avançadas capazes de curar doenças crónicas e colocar a Europa na vanguarda a nível mundial.
O projeto acaba de ser selecionado como finalista do programa ‘Large-Scale Research Initiative’ (anterior FET Flagship), podendo vir a obter um financiamento até mil milhões de euros da Comissão Europeia (500 milhões de euros) e de outras entidades.
Nesta competição pan-europeia, realizada tendo em vista o futuro Horizonte Europa 2021-2027, foram selecionados, entre 33 grandes propostas, mais cinco projetos, que dispõem agora de um ano e um milhão de euros para consolidarem as suas propostas e prepararem as respetivas agendas científica e tecnológica em áreas estratégicas para a Europa.
Daqui vão surgir os futuros projetos-âncora da União Europeia em termos de investigação de grande dimensão. Inserido na área ‘Health and the Life Sciences’, o ‘Restore’ já está a definir um roteiro de terapias avançadas para o período 2021-2030, que em alguns casos já foram usadas em ensaios clínicos.
Liderado pelo imunologista Hans-Dieter Volk, da Charité - Universitätsmedizin Berlin (Alemanha), o projeto integra na sua comissão diretiva, além da UMinho, a Universidade de Zurique (Suíça), o Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa (França), as empresas TissUse e Miltenyi Biotec (Alemanha), Pluristem (Israel) e Innovation Acta (Itália), o centro de inovação Cell and Gene Therapy Catapult (Reino Unido) e a Fondazione Telethon Milan (Itália). O projeto envolve mais de 250 stakeholders ligados à ciência básica e clínica, à indústria, a organizações sem fins lucrativos e representantes de pacientes de toda a Europa. Tem o site oficial www.restore-h2020.eu.